12/19/2012

Berlim, Dresden e Praga: a magia da Alemanha e da República Tcheca.

Para viajar de Berlim até Praga, é possível pegar um trem, ónibus, carro ou, ainda, viajar de avião. A viagem dura cerca de cinco horas, e caso a decisão seja de ir de trem ou avião, recomenda-se comprar a passagem com antecedência para garantir a melhor tarifa. Entre as duas localizações está Dresden, uma linda cidade que com certeza deve ser inclusa em seu roteiro turístico. Hoje venho falar um pouco mais desses três lugares.

BERLIM



Quando chegamos em Berlim fazia cerca de -7º e pudemos ter nosso primeiro contato com a neve antes mesmo de sair da região do aeroporto. A cidade estava toda branca quando vista de cima, um cenário digno de desenhos da Disney. Após deixarmos nossas coisas no hostel, partimos para nosso primeiro passeio, até a Alexanderplatz, praça em que se encontrava a antiga torre de tv que era símbolo da Berlim oriental.



Como estamos em dezembro, há muitas feiras de Natal acontecendo por toda a Europa; as mais famosas e tradicionais são as feiras alemãs, e havia muitas delas já perto da Alexanderplatz. Essas feiras tem comida e artesanatos típicos do natal alemão, além de atrações de parques de diversões e pistas de patinação no gelo. Quando chegamos na feira estava uma neve fraquinha, que foi aumentando pouco a pouco. Era lindo ver as decorações natalinas com neve de verdade.

Empolgados com a neve e com a magia de Berlim, continuamos andando. Passamos por um pátio em que havia dois bonecos de neve construídos e tentamos fazer o nosso, mas não deu muito certo. Seguindo sempre reto, chegamos enfim no famoso portão de Brandemburgo, outro símbolo e único remanescente da série de portões que havia em Berlim e que, após a segunda guerra mundial, marcou a divisão entre Berlim oriental e ocidental.



No dia seguinte fomos até a East Side Gallery, pedaço original do muro que foi coberto por desenhos de artistas de diversas partes do mundo. Vale muito a pena passear ali e ver os diversos desenhos feitos. Como a neve estava bem alta, arriscamos até uma guerrinha, o que pareceu uma ótima ideia no momento, mas nos rendeu muito frio nas mãos e uma viagem até um café para nos esquentarmos.



Durante a noite, seguimos para a Potsdamer Platz, símbolo da Berlim unificada e moderna. É uma praça com prédios enormes, todos de vidro, cujo prédio mais importante pertence à Sony.
Depois fomos para o Memorial aos judeus assassinados na segunda guerra, que consiste em mais de 2 mil blocos de concreto de diferentes tamanhos, que ocupam quase um quarteirão. A ideia desse monumento, feito por um arquiteto norte-americano, é a de chocar.


Do memorial seguimos para o  Checkpoint Charlie, mais famoso ponto militar que dividia Berlim. Lá, tivemos que disputar com turistas de todos os lugares do mundo pela oportunidade de tirar uma foto. 


Visitamos também o Reichstag, o parlamento alemão. Nessa visita, recomendo o uso de audioguias para poder absorver ao máximo toda a história desse lugar. 
Uma coisa que me chamou bastante a atenção é a forma como os berlinenses aprenderam a lidar com seu trágico passado histórico. Por toda a cidade pode-se encontrar referências à guerra e aos anos de Berlim dividida, com diversas explicações.
Fomos a uma balada com um alemão que conhecemos e foi uma experiência transcendental. A balada era em uma espécie de galpão abandonado e a música era toda na base da improvisação, como uma jam session, em que pessoas sobem no palco e simplesmente tocam e cantam aquilo que vem à mente. Foi uma experiência incrível! Pessoas de diversos países subiam no palco e improvisavam e o resultado era uma música sensacional.


Berlim foi realmente uma experiência sem igual e um exemplo de superação de um passado tão triste. A energia dos berlinenses é realmente contagiante e a cidade é extremamente acolhedora.


DRESDEN

De Berlim fomos para Dresden, e lá encontramos uma amiga que conviveu muito conosco no primeiro semestre de Genova, uma alemã. Dresden é uma cidade muito bonita e também recheada de história. 


Embora estivéssemos cansados e irritados por estarmos com os pés molhados por causa da neve, foi uma tarde agradável por conta da beleza da cidade e das tão tradicionais feiras de Natal espalhadas por toda a Alemanha. De vez em quando entrávamos em algum lugar para nos aquecer e depois retomávamos o passeio. Visitamos o castelo e também um painel de porcelana que é o maior do mundo!
A noite, após muito sufoco e pagar muito caro em uma passagem de trem (lembra da dica?), seguimos para Praga.


PRAGA

Chegamos em Praga de madrugada e mesmo assim não pudemos deixar de nos encantar com a cidade. Na primeira noite, ficamos no apartamento de uma amiga e no dia seguinte seguimos para o hostel.


Praga é uma cidade que parece ter literalmente parado no tempo. O estilo do chão, a iluminação fraca das ruas e a arquitetura dos prédios contribui para criar essa impressão, e o clima natalino que também se espalhava pela cidade também foi outro fator que contribuiu muito para criar a ideia de uma viagem no tempo. Choveu quase todos os dias em que estávamos lá, mas nem por isso deixamos de passear e nos apaixonar. 
Uma das praças principais de Praga, aquela que tem o relógio astronômico, tinha uma feira de natal aonde íamos a noite. 


Apesar de não falarmos tcheco, não foi difícil nos guiarmos por meio de mapas e placas. A cidade é bem servida por uma rede de ônibus, metrôs e trams (bondes de rua) que levam a diversas partes. No segundo dia, nos cadastramos para fazer um free tour que eu recomendo piamente. Nosso guia, um americano casado com uma tcheca e que mora em Praga há anos, nos contou diversas histórias sobre a cidade, sobre a antiga Tchecoslováquia e os anos comunistas.


A noite fizemos um dos famosos pub crawls de Praga. O roteiro era de quatro bares diferentes durante a noite, sendo que no primeiro bar teríamos um open bar de duas horas. No meio do caminho fizemos amizade com uma tcheca, um americano e um mexicano que nos acompanharam pelo resto da noite.


Atravessando a ponte para o lado contrário da praça principal é possível chegar nos castelos e na S. Vito. Ali perto, por algum tempo, morou Kafka. Infelizmente, é preciso pagar para entrar no complexo de ruas onde o autor morou, e o preço não era muito barato. O acesso ao castelo e a catedral, no entanto, são gratuitos.

Guia do Free Tour

Realmente nos encantamos com a beleza de Praga, é uma cidade maravilhosa que vale a pena ser visitada.

E aí, já está comprando suas passagens para conhecer esses lugares incríveis? Acompanhe meu blog para mais dicas de viagem e de intercâmbio.


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