7/01/2012

Le Cinque Terre

Ciao a tutti!

A vida por aqui continua ótima. Ultimamente tem feito um calor tão grande que às vezes fica insuportável ficar em casa, de dia e de noite. Pra dormir é um tormento, porque não temos ventilador aqui no apê. Mas a sorte é que qualquer praia é bem pertinho daqui, então é só pegar o trem e ir.
Sexta-feira fomos visitar um dos maiores pontos turísticos da Itália e talvez do mundo: as Cinque Terre. São cinco cidadezinhas litorâneas, uma após a outra, bem pequenas e muito bonitas, com paisagens paradisíacas.
Obviamente estava um calor infernal e passamos mal várias vezes, porque ficamos andando embaixo de sol e até fizemos trilha (duas horas de caminhada, pra ir de uma praia a outra. Dá pra fazer esse caminho de trem, dura cinco minutos a viagem, mas na trilha é bem mais emocionante). Para fazer essa caminhada tem que comprar uma espécie de passe que dá direito a entrar na trilha, que é área preservada.
Enquanto passávamos pelas praias já fomos escolhendo em qual vamos voltar para nadar. Vou fazer uma pequena apresentaçãozinha das praias:

Monterosso al Mare

É a primeira praia das Cinque Terre. No começo eu não tinha achado nada demais, mas quando começamos a andar mais e ver o conjunto da cidade pequenina e de casinhas coloridas com um mar azul e cristalino, me apaixonei. Essa cidade, junto com Vernazza (a próxima), sofreu um alagamento absurdo no ano passado, em outubro, tendo um prejuízo de milhões de euros. Ambas estão sendo reconstruídas e tem diversas campanhas para quem quiser ajudar. Me pergunto como era antes, então...
É nessa praia que um poeta italiano chamado Eugênio Montale, ganhador do Nobel de literatura em 1975, tinha casa. Muitos de seus poemas tem como cenário Monterosso. Estudei esse poeta o semestre inteiro, então poder ver ao vivo um dos lugares que lhe serviram como inspiração foi algo que me deixou muito feliz.
Marinheiro cuidando de seus peixes.

Em Monterosso começamos a trilha que leva a Vernazza, segunda praia. Foram duas horas bem intensas, embaixo de sol e passando por caminhos bem estreitos, alguns tão estreitos que tinha que quase passar de lado. De cima da montanha, víamos as plantações de uva (essa região cresceu também graças à produção de vinho) e o mar azul lá embaixo.
Uma das muitas escadas que tivemos que subir. 

Vernazza
Depois de muita caminhada, começamos a avistar a próxima cidadezinha, chamada Vernazza. É linda, mas bem ao nível do mar, então dá para entender porque foi a cidade que mais sofreu com as inundações de outubro do ano passado. Tem lugares em que se pode perceber bem os danos causados, mas no geral continua sendo uma cidade linda e com praias paradisíacas.
Olha essa água, que azul!


De Vernazza em diante decidimos ir de trem, porque né...ahhahah. Então ficamos um pouco na cidade e fomos pra estação. A cidade em si é bem pequena, como aliás são todas das Cinque Terre, em menos de 20 minutos dá pra ver a cidadezinha toda. Mas vale a pena.



Corniglia
Depois de disputar espaço no trem com turistas de todos os lugares possíveis, inclusive alguns brasileiros, chegamos em Corniglia. O que eu lembro mais da cidade é o almoço, porque a essa hora já estávamos famintos (quase 14h). Mas mesmo que não estivéssemos com fome, ninguém esquece da hora do almoço quando se almoça com essa vista:


A cidade é linda, fica no alto da montanha e de lá de cima pode-se ver o mar. Pra chegar na cidade tem que subir uma escada absurdamente grande e íngreme ou pegar o ônibus (o que nós fizemos, óbvio).
O mar é azul e cristalino também, mas ali nem tiramos muitas fotos.

Manarola

Que nem Corniglia, também é cidade alta, mas é bem diferente, é bem mais fácil para chegar até o mar. E o mar é tão limpo, tão lindo e tão calmo que mais parece uma piscina natural. E tanto isso é fato que os italianos, que de bobos não tem nada, colocaram escadinhas de piscina e aqueles corrimãos de piscina para as pessoas poderem descer para nadar. É literalmente uma piscina no mar.

Era uma das praias mais cheias, e nesse momento eu e o Vi estávamos já derretendo de tanto calor, loucos pra entrar no mar. Elegemos Monterosso e Manarola como as praias com o mar que dá mais vontade de entrar.



Riomaggiore
Por fim a última cidade, chamada Riomaggiore. Foi um parto para chegar nela porque o trem atrasou uma hora e depois foi parar em outra estação. Eu estava tão cansada que acabei deitando no chão, com a cabeça no colo do Vi, e dormi enquanto esperava o trem. Mas enfim, chegamos lá cerca de 19h, mas não faz muita diferença porque ainda estava muito sol e muito calor.



Como todas as outras, a cidade em si é bem pequenininha, mas cercada por uma praia paradisíaca. Até vimos uma água viva lá!


Ainda tinha gente no mar e gente chegando, turistas pra todos os lados e sol forte. Não ficamos muito porque estávamos já cansados, mas é um lugar lindo.






Enfim, gostei muito de conhecer as tão famosas Cinque Terre, e espero voltar muitas vezes. Se alguém um dia vier pra Itália, é um passeio que eu recomendo, mistura um pouco de história com paisagens de tirar o fôlego. As Cinque Terre são consideradas patrimônios da humanidade pela Unesco, e por isso estão sempre cheias de turistas e tem recebido muito apoio tanto dos italianos quanto de estrangeiros (principalmente alemães) para serem preservadas.


Baci.


Onde ir: Cinque Terre
Como chegar: De trem, dá para comprar um bilhete que dá direito a transitar o dia todo de trem entre as Cinque Terre (todas tem estação de trem)
Minha opinião: Um dos lugares mais bonitos que já vi na minha vidaEmoticon smile.svgEmoticon smile.svgEmoticon smile.svgEmoticon smile.svgEmoticon smile.svg
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