2/10/2012

La burocrazia italiana.

Ciao a tutti!

        Hoje foi o dia em que finalmente encarei a burocracia italiana (não que eu estivesse ansiosa para isso). Explico.
      Não sei se já falei, mas na primeira vez que fui na minha faculdade (Facoltà di Lettere e Filosofia da Università degli studi di Genova) o escritório de relações internacionais estava fechado, e havia uma placa indicando que o mesmo só abre de segundas e quintas, das 10h às 12h. Então eu e o Vi voltamos hoje, quinta-feira, e chegamos na frente da porta quando o relógio marcava 10h10; havia um bilhete escrito “TORNO SUBITO”, ou seja, volto logo. Ficamos indignados, afinal a porcaria do escritório só abre duas vezes por semana, durante duas horas, e a pessoa ainda sai?
        Um pouco depois chegou uma mulher e abriu a porta do escritório. Então, eu e o Vi entramos e eu expliquei pra ela que era uma estudante brasileira que veio pra Genova através do programa CINDA (se vocês quiserem mais informações cliquem aqui) e que precisava me matricular. Preenchi um formulário e achei que seria tudo tranquilo, mas não.
        Ela me disse para ir no escritório ‘oficial’ de relações internacionais da Unige, que era muito perto. Aí começou a confusão. Ela me disse para subir para o terceiro andar, mas na porta do prédio havia uma placa indicando que o local que eu procurava era no 2º andar. Logo ao entrar no prédio vimos um salão enorme, cheio de estudantes italianos que buscavam regularizar a situação deles. Então subimos e entramos na fila para estudantes estrangeiros e esperamos por algum tempo para depois descobrir que o local certo não era aquele, e sim um no andar de cima.
        Subimos mais um andar e entramos em uma sala cujo aquecedor estava funcionando a todo vapor e aí, obviamente, lá vamos nós tirar casaco, touca, luva e etc. O Vi ficou me esperando do lado de fora da sala e eu entrei para perguntar se ali era o local certo. A atendente me disse que não e falou para eu pegar minhas coisas e acompanhá-la que ela me mostraria o lugar certo, que era aonde? Exatamente no salão cheio de pessoas que eu tinha entrado em primeiro lugar!
       Vale ressaltar que os prédios europeus mais antigos muitas vezes não dispõe de elevador, ou quando dispõe são elevadores antigos, daqueles de fechamento manual.
       Achei que após esse vai-e-vem os meus problemas teriam terminado, mas me enganei. Uma menina me guiou para a mulher que faria minha inscrição, porém houve um pequeno problema que demorou cerca de 30 a 40 minutos para ser resolvido, fazendo com que o Vi tivesse que ir visitar sozinho um apartamento que tínhamos agendado para ver, porque o horário se aproximava e eu ainda estava lá.
       Depois desse tempo todo, a mulher me chamou e disse que estava tudo certo e que eu deveria pedir auxílio pra preencher uns papeis que faltavam no outro salão e que diziam respeito à regularização do meu visto (porque após chegar na Itália temos oito dias para preencher a papelada e entregar nos correios para entrar com o pedido de Permesso de Soggiorno, uma carteirinha que demonstra que você está na Itália em situação regular). Fui para a outra sala e fui atendida por dois caras que não faziam ideia do que estavam fazendo, preencheram tudo errado e não souberam me informar nada. Por sorte tinha uma mulher e um outro cara que sabiam como preencher e me ajudaram. Nessa brincadeira se foram 4 horas do meu dia.
     Tive vontade de reviver ‘um dia de fúria’ e sair quebrando tudo, mas respirei fundo e tentei ser o mais simpática possível, o que me ajudou muito. No entanto, ainda não sei quais nem aonde são minhas aulas e nem como criar uma senha para poder acessar o wifi da faculdade. Espero que em breve eu consiga resolver esses problemas.
Baci!


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